Itália fora da Copa do Mundo: O jejum de 4.297 dias que pode acabar após 11 anos sem o torneio

Itália pode encerrar jejum histórico na Copa do Mundo após 4.297 dias longe do torneio

Após 11 anos, 9 meses e 7 dias, a seleção italiana de futebol, conhecida como Azzurra, tem a chance de retornar à Copa do Mundo. Nesta terça-feira (31/3), a equipe comandada por Gennaro Gattuso enfrenta a Bósnia e Herzegovina em um jogo crucial pela repescagem europeia.

Uma vitória sobre os bósnios significaria a classificação para o torneio mundial, encerrando um jejum de 4.297 dias desde a última participação italiana em Copas. A última vez que a Itália disputou o torneio foi em 24 de junho, em uma partida contra o Uruguai, válida pela fase de grupos da Copa do Mundo.

Na ocasião, a seleção uruguaia saiu vitoriosa com um gol marcado por Diego Godín. A derrota selou a eliminação da Itália, que terminou a competição em terceiro lugar no grupo, somando apenas três pontos. Desde então, o país ficou de fora das edições de 2018 e 2022, um feito surpreendente para uma nação com quatro títulos mundiais.

O caminho de volta para a Copa do Mundo

A oportunidade de quebrar esse longo jejum veio através da repescagem. A Itália garantiu sua vaga nesta fase decisiva após terminar em segundo lugar no Grupo I das Eliminatórias da Copa do Mundo, com 18 pontos. Na primeira etapa dos playoffs, a Azzurra demonstrou força ao vencer a Irlanda do Norte por 2 a 0, com gols de Sandro Tonali e Moise Kean.

Caso confirme a classificação, a Itália integrará o Grupo B da Copa do Mundo, onde enfrentará o Canadá, o Catar e a Suíça. A expectativa é alta para ver se a seleção conseguirá repetir o sucesso de suas quatro conquerdas mundiais: 1934, 1938, 1982 e 2006.

Um jejum sem precedentes para uma campeã mundial

A ausência da Itália em Copas do Mundo por tanto tempo a coloca em uma posição notável entre as seleções campeãs. Conforme informação divulgada, o país é o segundo campeão mundial com o maior tempo fora do torneio, ficando atrás apenas do Uruguai.

O Uruguai, campeão em 1930, enfrentou um período de ausência em 1934 e 1938 devido a um boicote, protestando contra a falta de participação de nações europeias na primeira Copa. As edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial. Assim, a Celeste só retornou às Copas em 1950, no Brasil, onde conquistou o bicampeonato em um jogo histórico contra os anfitriões, o famoso “Maracanazo”.

A busca pelo tetra e a esperança renovada

A Itália, que ostenta quatro títulos mundiais, busca agora reencontrar seu lugar entre as potências do futebol global. A campanha na repescagem demonstra a determinação da equipe em superar a recente sequência negativa em Copas do Mundo. A possível classificação após 4.297 dias seria um marco significativo para o futebol italiano, reacendendo a esperança dos torcedores.

A partida contra a Bósnia e Herzegovina representa mais do que um jogo, é a chance de apagar um capítulo de ausência e escrever um novo início na trajetória da Azzurra no maior palco do futebol mundial. O país inteiro aguarda ansiosamente para saber se o jejum de 4.297 dias chegará ao fim.