Em um desenvolvimento crucial no processo judicial que investiga as circunstâncias da morte de Diego Maradona, o neurocirurgião responsável por seu atendimento, Leopoldo Luque, declarou-se inocente nesta quinta-feira. A manifestação ocorreu durante o julgamento na Argentina, onde Luque e outros seis profissionais de saúde enfrentam acusações relacionadas ao falecimento do ídolo do futebol, ocorrido em 2020.
A declaração de inocência de Luque marca o primeiro depoimento neste novo processo, que se reiniciou após a anulação de um julgamento anterior. A equipe médica é acusada de homicídio com dolo eventual, uma imputação grave que sugere que os profissionais tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam resultar na morte do paciente. O crime pode levar a penas de até 25 anos de prisão, e todos os envolvidos mantêm a postura de inocência.
A Defesa do Neurocirurgião e o Lamento pela Morte
Leopoldo Luque, que chefiava a equipe médica encarregada da saúde de Maradona, expressou seu pesar pelo ocorrido. Ele era o principal responsável pelo acompanhamento do astro enquanto este se recuperava de uma cirurgia na cabeça, em regime de internação domiciliar, quando faleceu em 25 de novembro de 2020 devido a uma crise cardiorrespiratória e edema pulmonar.
A declaração de Luque foi um movimento inesperado, exercendo seu direito de depor no julgamento que teve início na última terça-feira. Este pedido resultou na suspensão das outras testemunhas que seriam ouvidas na mesma data, incluindo Gianinna Maradona, filha do ex-jogador, por decisão do Ministério Público e das partes acusadoras.
Contestações aos Laudos Forenses e Autópsia
Durante seu depoimento, Luque refutou veementemente a alegação de que Maradona teria sofrido por 12 horas antes de sua morte, conforme indicado por estudos forenses. O neurocirurgião afirmou ter
Fonte: jovempan.com.br



