Falece Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, aos 68 anos, gigante do basquete brasileiro e mundial. Entidades e clubes prestam homenagens emocionadas ao craque que marcou época com sua genialidade e arremessos inesquecíveis.
O mundo do esporte está de luto. Nesta sexta-feira (17), o Brasil se despede de Oscar Schmidt, o inesquecível “Mão Santa”, aos 68 anos. A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) foi uma das primeiras a lamentar a perda, em nota oficial, destacando que Oscar se vai como um **símbolo absoluto do esporte**, alguém que **redefiniu os limites do possível** dentro das quadras.
A CBB ressaltou o reconhecimento global que Oscar Schmidt obteve, sendo incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga americana. Essa distinção, segundo a entidade, é reservada a nomes que **transformaram o jogo**.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) também expressou seu pesar, enaltecendo Oscar como um representante dos **valores do espírito olímpico**. Conhecido por sua precisão nos arremessos, o “Mão Santa” ostenta o recorde de participações olímpicas consecutivas no basquete, sendo o único atleta a superar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Conforme informação divulgada pelo COB, em 2019, o atleta foi homenageado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, e no início de abril deste ano, ingressou no Hall da Fama do próprio COB.
Clubes relembram trajetória de glórias e paixão
O Clube de Regatas do Flamengo, onde Oscar Schmidt atuou entre 1999 e 2003, publicou uma emocionante nota nas redes sociais, lamentando profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos de sua história e do esporte mundial. O clube destacou que o “eterno Mão Santa” honrou o Manto Sagrado com sua **genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis**, marcando época e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra.
A Sociedade Esportiva Palmeiras, clube onde Oscar Schmidt deu seus primeiros passos profissionais em 1975, também lamentou a perda. Foi com a camisa alviverde que o jovem talento iniciou uma trajetória que o levaria ao reconhecimento internacional, sagrando-se campeão brasileiro pela primeira vez em 1977, em uma final histórica contra o Flamengo.
O Sport Club Corinthians Paulista, clube pelo qual Oscar conquistou seu último título nacional em 1996, também prestou sua homenagem. O clube relembrou que Oscar Schmidt liderou o Corinthians ao seu último título nacional, feito que o imortalizou na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo.
O início de uma lenda em Brasília
O Clube Vizinhança, de Brasília, onde Oscar Schmidt começou a jogar basquete, também se manifestou com profunda tristeza. O clube destacou que foi ali que vieram os primeiros arremessos, os primeiros sonhos e os primeiros sinais de uma grandeza que o mundo conheceria. A despedida entristece, mas emociona lembrar que o Vizinhança fez parte do início de uma história grandiosa, construída com talento, disciplina, paixão e amor pelo basquete.
Uma vida dedicada ao esporte e superação
Oscar Schmidt travou uma longa batalha contra um tumor cerebral por cerca de 15 anos. Segundo sua assessoria, a despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. O ex-jogador faleceu em sua residência em Santana de Parnaíba (SP), após passar mal e ser encaminhado ao hospital, onde chegou sem vida.



