Itália rejeita sugestão de substituir Irã na Copa do Mundo de 2026

A recente tensão militar entre Estados Unidos e Irã levantou questões sobre a participação da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026, cujas partidas estão programadas para ocorrer nos EUA. Em meio a essa crise, Paolo Zampolli, enviado dos EUA para relações internacionais, propôs que a Itália, que está fora do mundial pela terceira vez consecutiva, ocupasse a vaga do Irã.

Reação do governo italiano

A sugestão de Zampolli foi prontamente rejeitada pelo governo italiano. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, declarou que a ideia é “impossível e inadequada”. O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, também criticou a proposta, classificando-a como “vergonhosa”.

Posição das lideranças esportivas

Lideranças esportivas italianas também se manifestaram contra a ideia. Luciano Buonfiglio, presidente do Comitê Olímpico Italiano, afirmou que a participação na Copa deve ser merecida. O técnico Gianni De Biasi criticou a interferência política, afirmando que a Itália não precisa do apoio de Trump para questões esportivas.

A visão da Fifa

A Fifa, embora não tenha se pronunciado oficialmente, reafirmou a declaração de seu presidente, Gianni Infantino, de que o Irã deve participar do torneio. A entidade defende que o esporte deve permanecer fora das disputas políticas.

Preparativos do Irã

O Irã mantém seu planejamento para o torneio, apesar de ter solicitado a transferência de seus jogos para o México. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, assegurou que todas as providências estão sendo tomadas para a participação da equipe. A federação iraniana continua se preparando, conforme confirmado por seu presidente, Mehdi Taj.

Caso o improvável cenário de exclusão do Irã se concretize, a Fifa tem a prerrogativa de escolher uma nação substituta. No entanto, a Confederação Asiática de Futebol provavelmente insistirá que a vaga permaneça no continente, com os Emirados Árabes Unidos sendo uma escolha lógica.

Para mais informações sobre o contexto político e esportivo, consulte a cobertura da Financial Times.

Fonte: revistaforum.com.br