Enviado de Trump propõe substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo, gerando controvérsia
Uma sugestão inusitada vinda de um aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está agitando os bastidores do futebol internacional. Paolo Zampolli, que se apresenta como enviado especial de Trump, admitiu ter proposto à FIFA que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano. A declaração, feita em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, gerou reações negativas por parte de autoridades italianas.
Zampolli, que é ítalo-americano e mora nos EUA desde os anos 1990, vê a proposta como uma oportunidade de unir o mundo do futebol e, possivelmente, fortalecer laços políticos. Ele acredita que os quatro títulos mundiais da Itália justificariam tal inclusão, especialmente com o torneio sendo sediado em parte pelos Estados Unidos.
No entanto, a ideia não foi bem recebida na Itália. O ministro do Esporte e da Juventude, Andrea Abodi, classificou a fala de Zampolli como “inoportuna”. Já o presidente do Comitê Olímpico da Itália, Luciano Buonfiglio, foi mais enfático, considerando a proposta uma “ofensa” aos princípios do esporte, que preza pela conquista da vaga em campo. Conforme divulgado pela Agência Brasil, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o assunto até o momento.
A questão do Irã e a posição da FIFA
A polêmica surge em um contexto de tensões geopolíticas. A participação do Irã na Copa do Mundo já havia sido colocada em xeque devido à guerra fria entre o país e os Estados Unidos, país que sediará parte dos jogos. As partidas da seleção iraniana estão marcadas para acontecer em solo americano, o que levanta preocupações de segurança e logística.
O México chegou a oferecer-se para sediar os jogos do Irã em seu lugar, mas a FIFA não aceitou a proposta. A entidade máxima do futebol tem se mostrado otimista quanto à participação da seleção asiática no torneio, mantendo os locais definidos no sorteio realizado no final do ano passado. A estreia do Irã está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.
Objetivos políticos por trás da sugestão
A proposta de Zampolli, segundo o Corriere della Sera, pode ir além do esporte. O enviado de Trump teria como objetivo **reaproximar o ex-presidente do eleitorado ítalo-americano**, especialmente após declarações controversas do republicano em relação ao Papa. Além disso, a iniciativa poderia visar a **retomada de relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni**, que teriam ficado estremecidas em meio a conflitos internacionais.
Itália fora da Copa, mas com história no futebol
A seleção italiana, conhecida como Azzurra, é uma potência histórica no futebol, com quatro títulos da Copa do Mundo conquistados em 1934, 1938, 1982 e 2006. No entanto, o país amarga um jejum de participações no torneio, não se classificando para a edição deste ano, assim como nas duas anteriores. A eliminação mais recente ocorreu na repescagem europeia, onde a Itália perdeu para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, um resultado chocante para os fãs do esporte.



