Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na França revelou que o renomado Museu do Louvre, um dos mais importantes e visitados do mundo, estava ciente de suas vulnerabilidades de segurança por quase uma década antes do roubo de joias da Coroa, ocorrido em outubro de 2025. As conclusões da comissão, divulgadas nesta quarta-feira, apontam para uma negligência prolongada por parte da instituição, que teria priorizado a projeção e influência em detrimento da proteção de seu inestimável acervo.
O relatório da CPI, criada em dezembro para investigar as falhas de segurança nos museus franceses após o incidente no Louvre, destaca que as deficiências eram amplamente conhecidas por meio de uma série de documentos internos, incluindo auditorias realizadas em 2017 e 2019. A revelação lança uma sombra sobre a gestão do museu e levanta questões sobre a supervisão do Ministério da Cultura francês.
Alertas ignorados: a cronologia das falhas na segurança do Louvre
A investigação parlamentar apontou que o Museu do Louvre falhou em abordar seus problemas de segurança por um período mínimo de nove anos. Este lapso temporal abrangeu a existência de relatórios detalhados e duas auditorias específicas, realizadas em 2017 e 2019, que já sinalizavam as fragilidades do sistema de proteção do museu.
Essas deficiências, embora documentadas, foram consistentemente relegadas a segundo plano. A comissão concluiu que a direção do museu optou por focar em objetivos de projeção e influência global, transformando-os em prioridades absolutas, o que comprometeu a atenção necessária à segurança. O Louvre, que atrai milhões de visitantes anualmente, é uma vitrine cultural e turística de Paris, e essa busca por visibilidade pode ter desviado recursos e foco de áreas críticas.
Críticas à gestão e indicações políticas na direção do Louvre
O presidente da CPI, deputado Alexis Corbière, foi enfático ao criticar a
Fonte: infomoney.com.br



