A equipe brasileira de natação paralímpica teve um início espetacular na World Series de Berlim, Alemanha, conquistando um total de dez medalhas. O desempenho notável incluiu nove pódios na categoria adulta e uma entre os jovens atletas, marcando a abertura da competição com grande destaque para o Brasil. O ponto alto foi a quebra de um recorde mundial, estabelecendo um novo patamar para a modalidade.
Este evento internacional, que reúne alguns dos maiores talentos da natação paralímpica global, serve como um importante termômetro para os próximos desafios. A delegação brasileira, composta por 17 atletas, demonstrou sua força e preparação, especialmente considerando o formato multiclasses da competição, onde nadadores de diferentes classificações competem na mesma série, exigindo adaptação e excelência técnica.
Beatriz Flausino estabelece novo recorde mundial nos 100m peito
A paulista Beatriz Flausino, de Osasco, brilhou intensamente ao estabelecer um novo recorde mundial na prova dos 100 metros peito, na classe SB14 (deficiência intelectual). Campeã mundial no ano anterior em Singapura, Flausino registrou a marca de 1min11s52 durante as eliminatórias, superando o recorde anterior de 1min12s02, que pertencia à espanhola Michelle Morales e havia sido estabelecido nos Jogos de Tóquio 2021.
A atleta de 22 anos expressou sua satisfação com a conquista. “Estou muito feliz. Agradeço aos meus apoiadores, ao meu técnico e à minha família. Queria fazer esta marca desde o Mundial no ano passado, mas não estava totalmente preparada para isso. Depois da competição, comecei o ano focada neste recorde”, declarou Beatriz. Na final da mesma prova, Flausino garantiu a medalha de prata, completando o percurso em 1min12s49, enquanto o ouro ficou com a britânica Aaliyah Richards.
Conquistas femininas e a prata de Alessandra Oliveira
Além do feito de Beatriz Flausino, outras atletas brasileiras também subiram ao pódio em Berlim. Alessandra Oliveira, da classe SB4 (comprometimento físico-motor), conquistou a medalha de bronze nos 100m peito com o tempo de 1min43s41. Essa performance também lhe rendeu o ouro na disputa júnior da mesma prova, evidenciando o talento emergente no cenário paralímpico brasileiro.
Na prova dos 50m costas, a carioca Lídia Cruz, da classe S4, faturou a prata com o tempo de 51s83. Lídia comemorou o resultado, destacando a importância da prova para sua preparação. “Esta é uma das provas mais importantes para mim e caiu logo no primeiro dia. Foi uma forma de quebrar o gelo cheia de emoções. Minha intenção era nadar próximo do meu melhor e isso foi feito. Está comprovado por esta medalha”, afirmou a nadadora. A catarinense Mayara Petzold também contribuiu para o quadro de medalhas, conquistando a prata nos 50m borboleta com 35s90.
Dominância masculina com Gabriel Araújo e Samuel Oliveira
Os atletas masculinos também tiveram um desempenho impressionante, garantindo múltiplas medalhas para o Brasil. Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor), conquistou o ouro nos 100m livre com o tempo de 1min56s01, em uma dobradinha brasileira que incluiu a prata de Arthur Xavier, da classe S14. Gabrielzinho, como é conhecido, repetiu o feito nos 50m borboleta, levando a prata.
Samuel Oliveira, o Samuka, foi outro destaque, faturando duas medalhas de ouro. Ele venceu os 50m borboleta com 33s13 e os 50m costas com 34s66, consolidando a forte presença brasileira nas provas de velocidade. A performance coletiva e individual dos atletas masculinos reforça a posição do Brasil como uma potência na natação paralímpica internacional.
World Series Berlim: um palco para o talento paralímpico
A World Series de Natação Paralímpica em Berlim é um dos eventos mais prestigiados do calendário internacional, reunindo atletas de elite de diversas nações. O formato multiclasses da competição, que permite a participação de nadadores com diferentes tipos e graus de deficiência em uma mesma prova, é um diferencial que promove a inclusão e a competitividade. A delegação brasileira, com seus 17 representantes, continua sua jornada na competição, que se estende até sábado (9).
O sucesso inicial do Brasil na World Series de Berlim, com a quebra de recorde mundial e a conquista de dez medalhas, ressalta o trabalho árduo e a dedicação dos atletas e suas equipes. Esses resultados são um indicativo promissor para o futuro da natação paralímpica brasileira e para os próximos desafios no cenário esportivo global. Para mais informações sobre o esporte paralímpico, visite o site do Comitê Paralímpico Internacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



