Violência de torcedores do PSG marca classificação para a final da Champions

A capital francesa foi palco de intensos distúrbios na última quarta-feira, 6 de maio, após a classificação do Paris Saint-Germain (PSG) para a final da Champions League. O que deveria ser uma celebração esportiva pacífica transformou-se em cenas de vandalismo e confrontos, resultando em um grande número de prisões e feridos. As ruas de Paris, especialmente em áreas centrais, foram tomadas por torcedores que, em meio à euforia, causaram destruição e enfrentaram as forças de segurança.

Os incidentes destacam um padrão preocupante de violência que, segundo autoridades, tem se tornado recorrente em eventos de grande repercussão envolvendo o clube. A magnitude dos tumultos exigiu uma resposta coordenada da polícia e dos serviços de emergência, que trabalharam para conter a situação em múltiplos pontos da cidade.

Escalada da violência e prisões em Paris

Após o empate do Paris Saint-Germain com o Bayern de Munique, que garantiu a vaga na final da Champions League, diversos torcedores foram às ruas para comemorar. Contudo, a celebração rapidamente escalou para atos de vandalismo. Carros foram destruídos, lixeiras incendiadas e estabelecimentos comerciais danificados em diferentes bairros da capital francesa.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal francês Le Parisien, os distúrbios levaram à prisão de 127 torcedores. A ação das autoridades visou restaurar a ordem e conter a onda de destruição que se espalhava pela cidade, demonstrando a gravidade dos incidentes.

Repercussão oficial e o balanço de feridos

As ações dos torcedores foram veementemente condenadas por Laurent Nuñez, Ministro do Interior da França. Em declaração, o ministro expressou sua preocupação com a recorrência desses excessos em noites de vitória do Paris Saint-Germain, ressaltando a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir tais incidentes.

O balanço dos confrontos revelou um cenário preocupante de feridos. Foram registrados 11 feridos entre os civis, com uma pessoa em estado grave devido ao uso de um morteiro. Além disso, 23 policiais sofreram ferimentos leves durante os embates com os torcedores, evidenciando a intensidade dos confrontos e o risco enfrentado pelas forças de segurança.

Cenários de conflito na capital francesa

Os tumultos não se concentraram em apenas um local, mas eclodiram em vários pontos estratégicos de Paris. Nos arredores da famosa Champs-Élysées, a situação foi descrita como caótica. As autoridades chegaram a fechar a área, mas os torcedores forçaram a entrada, levando a confrontos inevitáveis com a polícia.

Em Les Halles, um bairro movimentado de Paris, as autoridades reportaram que lojas foram invadidas e quebradas em meio à confusão generalizada. Próximo ao Estádio Parque dos Príncipes, casa do Paris Saint-Germain, um incidente isolado resultou em uma pessoa ferida na mão ao tentar lançar um sinalizador contra a polícia, adicionando mais um episódio à série de violências.

Intervenção das autoridades e focos de incêndio

A resposta das autoridades foi imediata e abrangente. Além dos confrontos diretos com a polícia, o Corpo de Bombeiros foi acionado para lidar com múltiplos focos de incêndio. Relatos da imprensa francesa indicaram que torcedores incendiaram lixeiras em diversas localidades, agravando a situação de desordem.

A corporação de bombeiros registrou um total de 67 focos de incêndio somente nos arredores do Estádio Parque dos Príncipes e da Champs-Élysées. Essa quantidade expressiva de ocorrências sublinha a extensão do vandalismo e a sobrecarga imposta aos serviços de emergência da capital francesa durante a noite de celebração.

Fonte: metropoles.com