Ginastas brasileiras conquistam cinco vagas em finais na Copa do Mundo de ginástica rítmica em Tashkent, Uzbequistão.
A ginástica rítmica do Brasil demonstrou sua força neste domingo (12) ao garantir presença em nada menos que cinco finais na etapa de Tashkent, Uzbequistão, da Copa do Mundo da modalidade. As disputas por medalha começaram cedo, a partir das 4h25 (horário de Brasília), com a expectativa de grandes resultados após um sábado (11) de classificações emocionantes.
Quatro das cinco vagas foram conquistadas no sábado, consolidando o bom desempenho das atletas brasileiras. A paranaense Bárbara Domingos, conhecida como Babi, se destacou ao classificar-se para a final com a bola, obtendo a sexta melhor nota com 27.100 pontos. Ela também assegurou seu lugar na disputa por medalha nas maças, aparelho semelhante a um pino de boliche, com a mesma sexta posição e uma pontuação de 27.600, nota alcançada na eliminatória de sexta-feira (10).
A capixaba Geovanna Santos, apelidada de Jojô, também celebrou sua classificação para a final com a fita. Sua performance garantiu a sétima melhor nota na eliminatória, com 26.550 pontos, após uma apresentação realizada na sexta-feira (10). A ansiedade pela confirmação da vaga só terminou após a apresentação de todas as competidoras no sábado.
Conjunto brasileiro disputa duas finais com energia renovada
O quinteto brasileiro do conjunto, formado pela alagoana Duda Arakaki, a paulista Nicole Pírcio, a capixaba Sofia Madeira, as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves, e a amazonense Maria Paula Caminha, mostrou sincronia e talento. Elas avançaram à final da série mista, que combina três arcos e dois pares de maças, com a oitava melhor nota de 23.700. A apresentação foi embalada pela música “Abracadabra”, de Lady Gaga, demonstrando a escolha de repertório vibrante.
A equipe já havia conquistado uma vaga na sexta-feira (10) na exibição com cinco bolas, ao som de “Feeling Good”, de Michael Bublé. O desempenho rendeu a quinta melhor pontuação geral, com 24.650, confirmando o potencial do conjunto em mais uma disputa de medalha.
Técnica destaca construção e confiança da equipe
A técnica do conjunto, Camila Ferezin, avaliou a participação da equipe como satisfatória, apesar da busca constante por mais. “Podemos considerar que tivemos uma participação satisfatória. Claro que sempre queremos mais, sabemos que elas podem mais, mas entendemos que é um momento de construção”, declarou ao site da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
Ferezin ressaltou os desafios inerentes à estreia de novas séries, destacando que o processo envolve ajustes e o ganho de confiança a cada apresentação. A Copa do Mundo em Tashkent serve como um importante termômetro para as próximas competições e para o desenvolvimento contínuo das ginastas brasileiras na busca por resultados expressivos no cenário internacional da ginástica rítmica.



