Como a música pop transformou a Copa do Mundo em um fenômeno cultural

O som das vuvuzelas na África do Sul em 2010 não ofuscou o sucesso de “Waka Waka”. Quando Shakira e o grupo Zangaléwa uniram o pop ocidental aos ritmos africanos, ficou claro que a Copa do Mundo havia se tornado uma força motriz no mercado musical. Atualmente, a escolha das músicas oficiais do torneio gera grande expectativa, influenciando desde executivos de gravadoras até algoritmos de streaming.

O papel da música na diplomacia e no entretenimento

As primeiras músicas da FIFA, como “El Rock del Mundial” em 1962, tinham um caráter cerimonial. A mudança ocorreu em 1998, com “La Copa de la Vida” de Ricky Martin, que definiu um novo padrão: músicas transculturais com apelo multilíngue. Essas canções passaram a construir narrativas de união, muitas vezes mascarando tensões sociais e econômicas dos países-sede.

Produção sonora para a Copa do Mundo na América do Norte

Para a edição de 2026, a música “Somos Más” foi lançada como hino oficial, combinando pop, reggaeton e ritmos caribenhos. A produção envolveu um projeto de design de áudio que capturou a paisagem sonora de 16 cidades-sede. Essa diversidade sonora visa engajar tanto o público local quanto o global, incluindo faixas como “Desire” de Robbie Williams e Laura Pausini, e a música sertaneja de João Lucas e Marcelo.

Hinos que transcenderam as arquibancadas

Apesar do consumo do evento em múltiplas telas, a melodia continua sendo um gatilho de pertencimento. Hinos como “Un’estate Italiana” (1990), “La Copa de la Vida” (1998), “Waka Waka” (2010) e “Wavin’ Flag” (2010) são exemplos de músicas que se tornaram atemporais, conectando-se emocionalmente com o público.

O legado sonoro de um torneio mundial vai além da entrega da taça. Enquanto “Somos Más” e outras faixas de 2026 começam a ganhar popularidade, o verdadeiro teste será a reação do público. No final, a música que permanece é aquela que os torcedores escolhem cantar após o jogo.

Fonte confiável

Fonte: jovempan.com.br