O confronto entre São Paulo e O’Higgins pela quarta rodada da Sul-Americana terminou em um empate sem gols nesta quinta-feira, um resultado que, apesar de não ser uma vitória, foi considerado positivo para o clube paulista. A partida, disputada no Estádio Codelco El Teniente, em Rancagua, no Chile, viu um São Paulo com sua equipe reserva apresentar um futebol abaixo do esperado, criando poucas oportunidades e dependendo de erros do adversário para não sair derrotado. Mesmo com a performance discreta, o São Paulo conseguiu manter a ponta do Grupo C da competição.
Desempenho abaixo do esperado em Rancagua
O time tricolor entrou em campo com uma formação alternativa, o que se refletiu na dificuldade em impor seu jogo. Desde o início, a defesa do São Paulo mostrou-se desorganizada, cedendo espaços e falhando em manter a última linha, permitindo que os chilenos explorassem as costas dos defensores com frequência. A rápida recomposição, no entanto, foi crucial para evitar que o O’Higgins convertesse essas chegadas em lances de maior perigo.
No meio-campo, a articulação de jogadas foi um desafio constante para o São Paulo. Embora houvesse momentos de boas trocas de passes, a equipe não conseguiu sustentar um desempenho positivo por muito tempo. A intermediária do campo se tornou uma zona de muitos erros para ambos os lados, o que, de certa forma, ajudou a equipe paulista a não ser completamente dominada.
Pressão chilena e oportunidades perdidas
A equipe do O’Higgins, mesmo com seus próprios desafios, conseguiu reorganizar-se e sufocar o São Paulo em diversos momentos, chegando com perigo à área adversária. No segundo tempo, a pressão chilena se intensificou, com Martín Sarrafiore acertando o travessão logo no primeiro minuto e Juan Leiva, três minutos depois, carimbando a trave em um rebote de falta. Esses lances sublinharam a fragilidade defensiva do São Paulo e a sorte que o acompanhou.
Do lado tricolor, as poucas chances criadas foram mal aproveitadas. Ferreirinha, por exemplo, arriscou chutes de fora da área que passaram metros acima do gol em diversas ocasiões na primeira etapa. Já na segunda parte, após boa arrancada de Tapia, André Silva teve uma oportunidade clara, mas finalizou de forma semelhante. A melhor chance do São Paulo veio com o camisa 14, que chutou de carrinho quase na pequena área, mas parou no goleiro Omar Carabalí.
Estratégia defensiva e manutenção da ponta
A fúria do treinador Roger Machado na beira do campo era visível, diante da dificuldade do São Paulo em recuperar ou manter a posse de bola. Com o avanço do segundo tempo e a persistência do O’Higgins em explorar os espaços, especialmente no lado esquerdo defensivo do São Paulo, o técnico optou por reforçar a marcação. As entradas de Negrucci e Sabino visaram fechar o time e conter o ímpeto ofensivo dos chilenos, que, apesar de manterem a presença no ataque, não conseguiram converter a pressão em gol.
O empate em 0 a 0, portanto, garantiu ao São Paulo a liderança do Grupo C da Sul-Americana, com oito pontos. O O’Higgins segue na segunda posição, com sete pontos, a mesma pontuação do Millonarios, que venceu o Boston River por 4 a 2 no outro confronto da chave. A manutenção da liderança, apesar do desempenho, é um ponto crucial para as aspirações do clube na competição. Para mais informações sobre a Sul-Americana, visite o site oficial da CONMEBOL.
Próximo desafio: clássico no Brasileirão
Com a partida pela Sul-Americana encerrada, o São Paulo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe inicia agora a preparação para um clássico importante contra o Corinthians. O confronto, conhecido como Majestoso, está agendado para o próximo domingo, às 18h30 (horário de Brasília), e será disputado na Neo Química Arena, prometendo um novo teste para o elenco tricolor.
Fonte: jovempan.com.br



