Atletas do Time São Paulo rumam para o Grand Prix no Marrocos em busca de medalhas e experiência internacional.
Vinte e dois atletas do Time São Paulo, programa de fomento ao paradesporto, embarcaram neste sábado (18) para Rabat, no Marrocos, onde disputarão o Grand Prix de Atletismo. Esta competição representa um marco importante no início do ciclo paralímpico, com os atletas buscando aprimorar seus desempenhos e se preparar para os desafios futuros, incluindo o Para-Pan e o Campeonato Mundial de 2027.
A delegação paulista compõe mais de 60% do time brasileiro na competição, que contará com 36 atletas paralímpicos no total. O Grand Prix, que acontece de 23 a 25 de abril, é uma oportunidade valiosa para os competidores medirem força contra adversários de nível internacional, essencial para o planejamento de treinos e estratégias.
“Bons resultados são conquistados desde o início da preparação para competir. Por isso, fornecemos a melhor estrutura e staff para que os atletas do Time São Paulo entreguem seu máximo e tudo o que conquistamos até aqui mostra que estamos no caminho certo”, analisou Marcos da Costa, Secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e o Comitê Paralímpico Brasileiro, o programa Time São Paulo tem sido fundamental no desenvolvimento de atletas de alto rendimento.
Expectativas Elevadas para o Pódio e Experiência Internacional
Aser Ramos, saltador da classe T36 para atletas com paralisia cerebral, demonstrou grande otimismo. “Quero trazer pelo menos uma medalha de ouro e aproveitar mais essa experiência internacional para observar os novos atletas que estão surgindo como candidatos a medalhista na próxima edição dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.” Ele destacou que, após a prata em Paris-2024, o topo do pódio é seu maior objetivo a longo prazo.
O corredor Kesley Pereira, da classe T12 para atletas com deficiência visual, compartilha do mesmo entusiasmo. “Estou extremamente otimista e ansioso porque quando voltarmos, iniciaremos a preparação para o Para-Pan e o Campeonato Mundial do ano que vem. Precisamos aproveitar esses três dias no Marrocos para nos aclimatarmos às competições internacionais e performar em todos os torneios”, avaliou Kesley.
Fabrício Ferreira, velocista dos 100 metros e já medalhista em Campeonatos Mundiais e Jogos Parapan-americanos, almeja seu primeiro pódio paralímpico. “Tudo começa em Rabat e minhas expectativas são as melhores possíveis porque terei contato com outros corredores com deficiência visual, sejam da mesma ou de alguma classe próxima à minha, para posteriormente avaliar como está minha preparação rumo a essa conquista inédita”, disse.
Oportunidade de Testar Limites e Ajustes Cruciais
Caio Pereira, atleta com baixa visão que compete no arremesso de peso, também visa medalhas no Marrocos. “Quero lutar por medalha no Marrocos e competir contra fortes adversários europeus e asiáticos, que provavelmente vou reencontrar em Los Angeles.” Sua meta é clara: testar suas habilidades contra os melhores do mundo.
André Rocha, medalhista de bronze no lançamento de disco nos Jogos Paralímpicos de Paris, considera o Grand Prix de Rabat um dos momentos mais importantes do ano. “Competições internacionais trazem uma motivação diferenciada para melhorarmos nossas marcas, mantendo o Brasil sempre em alta”, comentou o atleta, que também compete no arremesso de peso.
Thiago Paulino, tricampeão pan-americano e medalhista paralímpico no arremesso de peso, busca aprimorar sua marca. Em Rabat, ele espera confirmar que um pequeno ajuste técnico está fazendo a diferença. “Mudei a forma de me amarrar no assento de arremesso e estou colhendo frutos. Espero arremessar o peso ainda mais longe no Grand Prix para trazer a medalha de ouro.”, declarou.
Time São Paulo: Um Legado de Sucesso e Inclusão
O Time São Paulo Paralímpico, programa criado em 2011, é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Comitê Paralímpico Brasileiro. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de atletas paralímpicos de alto rendimento, fortalecendo suas carreiras e ampliando as chances de conquistas nacionais e internacionais. O programa já demonstrou seu potencial ao longo dos anos, sendo fundamental para o bom desempenho do Brasil em competições como os Jogos Parapan-Americanos e Jogos Paralímpicos.
Os resultados são tão expressivos que, se o Time São Paulo fosse um país, ocuparia posições de destaque no quadro de medalhas. Em 2026, o programa investiu R$ 8,2 milhões em 157 atletas, de 16 modalidades paralímpicas diferentes, reforçando seu compromisso com a inclusão, respeito e excelência no esporte.



